Por que cresceste, curuminha
Assim depressa, e estabanada
Saíste maquilada
Dentro do meu vestido
Se fosse permitido
Eu revertia o tempo
Pra reviver a tempo
De poder
Te ver, as pernas bambas, curuminha
Batendo com a moleira
Te emporcalhando inteira
E eu te negar meu colo
Recuperar as noites, curuminha
Que atravessei em claro
Ignorar teu choro
E só cuidar de mim
Deixar-te arder em febre, curuminha
Cinquenta graus, tossir, bater o queixo
Vestir-te com desleixo
Tratar uma ama-seca
Quebrar tua boneca, curuminha
Raspar os teus cabelos
E ir te exibindo pelos
Botequins
Tornar azeite o leite
Do peito que mirraste
No chão que engatinhaste, salpicar
Mil cacos de vidro
Pelo cordão perdido
Te recolher pra sempre
À escuridão do ventre, curuminha
De onde não deverias
Nunca ter saído...
(Vira e mexe, como diz a Pati, essa paixão bate forte de novo.
E quando ela bate, fico assim meio abestada mesmo...Querendo mostrar pra todo mundo esse meu estado.
Serei uma eterna apaixonada por Chico Buarque).
Violência.
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O ser humano médio possui uma relação infantil com a violência. Pronto,
esse é o post. Mas como vocês não pagam para ler frases crípticas num blog
de vinte...
Há 5 dias

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